domingo, 23 de outubro de 2016

As 10 passos para vc melhorar a sua vida pessoal e profissional



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As 10 passos para vc melhorar a sua vida pessoal e profissional

"José Antonio é um profissional extremamente comprometido, dedicado e apaixonado com o que faz. Como líder é democrático, educador, bom formador de pessoas e consegue estabelecer parcerias duradouras. Busca estar sempre se aprimorando tecnicamente e partilha este conhecimento com suas equipes. Profissional diferenciado conduz suas atividades com alegria e bom humor ímpar. Foi um prazer trabalharmos juntos."

Alguém deu, algum dia, essa opinião sobre mim.

Pensei muito sobre no que eu li.

Me perguntei: será que estou mantendo isso? Será que eu sempre sou assim em qualquer lugar? Será que a maioria das pessoas também pensam isso de mim?

Eu convivo e convivi com 3 pessoas que sempre me fizeram meditar sobre esse assunto: minha esposa Ana Maria (tudo que sou e faço é por ela), minha grande amiga (colega de trabalho e muito craque em tudo de recursos humanos) Lucila Lopes e minha coaching (também amiga) Nilda Brasil.

Elas sempre abriram meus olhos para o fato de que nos deparamos frequentemente com diferentes comportamentos entre funcionários no ambiente de trabalho, que nada mais são do que pessoas, indivíduos...

Os mais evidentes são dois tipos.

Um tipo de funcionário que tem muito conhecimento e habilidade como profissional, mas não chama para si as atitudes. Ou seja, não busca informações e só faz o que o chefe determina e dá a sensação de falta de compromisso.

E outro tipo, que pode ser um funcionário contratado recentemente, que desde o início demonstra iniciativa, é persistente quando quer alguma coisa e abusa da criatividade para resolver o seu cotidiano e demonstra compromisso com tudo que faz.

Resumindo, de um lado, está o profissional competente, mas sem atitudes. De outro, o novo colaborador, que já demonstrou que atitude é um dos seus pontos fortes.

Fica então a questão: o que fazer com um profissional que está sem atitude? Vale a pena continuar com um funcionário sem atitude?

Pesquisas apontam que, a cada 10 demissões no mercado de trabalho, 8 são causadas por problemas comportamentais (atitudes) e 2 estão ligadas a questões técnicas (conhecimentos e habilidades).

Líderes e funcionários que não se preocupam com suas atitudes perdem muito no mercado e deixam de crescer profissionalmente.

Para evitar que isso aconteça, serão relacionadas as dez principais atitudes dos profissionais de sucesso: motivação, iniciativa, autodesenvolvimento, foco, inteligência emocional, disciplina, resiliência, criatividade, ética e persistência.

Independente de sua posição como profissional, sempre é bom prestar atenção no seu desempenho (seja você um líder ou um profissional autônomo) e da equipe (caso atue em um ambiente profissional).

1. Motivação – Sabe aquela força interior que nos move e nos faz acordar todos os dias? Que nos anima a trabalhar e chegar a um resultado para resolver ou controlar os problemas? Chamamos isso de motivação, aquilo que desperta em nós o desejo de seguir em frente. É uma questão interna ao indivíduo e está ligada às necessidades e objetivos de cada um. É um estímulo que nos faz agir e no faz andar na direção daquilo que entendemos como possuidor de valor para a nossa vida.

Tanto na vida pessoal como profissional, temos que acreditar que não dá para ficar esperando que alguém venha nos motivar a fazer alguma coisa: “É uma questão de automotivação. Como se fosse a bateria, a energia que se precisa para alcançar um objetivo”. Quando atingimos o resultado esperado, a motivação só aumenta. 

Muitos se perguntam como podem se motivar ou a sua equipe, mesmo considerando que motivação é uma força interna?

Ninguém pode motivar ninguém. O lado bom é que as empresas podem desenvolver ações que desencadeiem a motivação que existe dentro do profissional. O mesmo acontecendo com profissionais liberais e autônomos.

Alguns consultores sugerem o coaching como principal instrumento para ativar a motivação que existe dentro de cada um.

Eu tive como coaching, hoje uma grande amiga Nilda Brasil e com ela estabeleci algumas metas, de maneira personalizada, de forma que identifiquei claramente como o alcance das minhas metas na empresa iriam contribuir para que eu pudesse progredir em minhas metas individuais.

Hoje atuo inclusive em outra profissão, reiniciando um novo caminho após os 55 anos de idade. E estou me sentindo feliz.

O que motiva você a buscar seus objetivos? Em sua empresa, como você incentiva sua equipe? Você incentiva seus filhos? Sua esposa?

2. Iniciativa – Você já deve ter visto aquele tipo de pessoa que só reclama e que, geralmente, não faz nada para mudar a realidade. Fala mal da vida e, literalmente, não levanta da cadeira para mudar nada. É como se estivesse em uma zona de conforto difícil de ser alterada.

Um bom exemplo de saída da zona de conforto é o que aconteceu com o e-commerce de vinhos Wine.com.br, que foi fundado em 2008 pelos empreendedores Rogerio Salume e Anselmo Endlich, e dois anos depois a empresa iniciou o formato de clube de assinatura.

A princípio, a ideia era promover o acesso ao mundo do vinho, que era envolto por um estigma elitizado. Com o passar dos anos, a companhia notou que não eram apenas os novatos nesse mundo que queriam receber as bebidas, mas também consumidores com um paladar ainda mais exigente. 

A partir daí foram formatados vários tipos de assinatura, que variam de 66 a 780 reais por mês e buscam contemplar todo o público que gosta de vinhos. Comprando as garrafas avulsas pelo site, dificilmente o consumidor gasta menos do que o valor da assinatura, uma vez que o vinho mais barato é vendido por 20 reais, sem o frete – e a proposta do kit está justamente em inovar e escolher bebidas diferenciadas. 

Em entrevistas para algumas revistas especializadas eles afirmam: “Atualmente somos o terceiro maior e-commerce de vinho do mundo e entregamos 140 000 kits por mês”, afirma Luis Martini, diretor de marketing da Wine.com.br. O formato de clube de assinatura agradou tanto os fundadores do site que eles passaram a explorar um novo mercado: o de cervejas. Em maio de 2015 foi criado o WBeer.com.br, clube para amantes da bebida fermentada, a partir da aquisição da empresa Have a Nice Beer. Já são 10 000 assinantes do serviço, que entrega de duas a seis garrafas por mês, por valores que variam de 40 a 102 reais. “Também temos a curadoria de um especialista em cerveja que seleciona rótulos para agradar o paladar dos nossos clientes”, afirma Luis, que também responde pelo clube de cerveja.

Muitas vezes, é depois de um grande problema que nos sentimos provocados a ter iniciativa para mudar. 

Segundo estudiosos de organizações, uma pessoa que tem iniciativa está sempre à frente das demais: “Melhor que solucionar problemas é preveni-los. Se tiver a iniciativa adequada, o profissional se antecipará às ações necessárias, evitando atrasos, problemas e conflitos. Muitas vezes, no mercado, vence não quem faz melhor, mas quem faz primeiro”.

Pelo que notamos em publicações diversas, no passado, os membros de uma equipe ficavam esperando que o “chefe” determinasse o que cada um deveria fazer. “Imagine o que acontecia quando ele se ausentava ou saía de férias?”. Hoje, espera-se que todos os colaboradores se sintam donos do negócio e, portanto, capazes de tomarem iniciativas em assuntos que lhes digam respeito. “Se todos os funcionários assumirem a responsabilidade do que lhes cabe fazer e tomarem a iniciativa de fazê-lo sem esperar sinal verde, estes poderão ser de fato gestores de pessoas, e não apenas chefes ou supervisores”. Mas ele lembra, portanto, que é preciso que a cultura da empresa e do mercado permita essas ações, senão as iniciativas poderão ser mal interpretadas.

Vc se lembra quando foi que iniciou um novo projeto? Você expõe suas ideias ou prefere se ausentar neste momento?

3. Auto Desenvolvimento – característica que emplaca o desejo de sempre procurar se manter informado sobre as melhores formas de oferecer os seus serviços.

Uma das suas formas preferidas para se desenvolver é usar o benchmarking, que é um processo de avaliação da empresa ou sua em relação à concorrência, por meio do qual incorpora os melhores desempenhos de outras firmas e pessoas e/ou aperfeiçoa os seus próprios métodos. 

Mas não é só por meio do benchmarking que devemos nos autodesenvolver. Podemos também gastar boa parte do nosso tempo verificando novas formas de atuação, novas abordagens e conceitos.

Seja algum procedimento novo, uma mudança de estilo de trabalho, uma pequena reforma, um conceito atualizado, tudo isso faz parte das maravilhas de conhecer novas culturas e negócios para que o seu negócio se recrie a cada momento. 

O auto desenvolvimento da equipe não anda se o líder dessa equipe tende a usar o estilo autocrático, em vez de democrático. Ao contrário, ele dificulta o desenvolvimento de espírito de equipe.

Essa postura tem como reflexo o fato de que os funcionários se tornam excessivamente vulneráveis a crises de qualquer natureza, tendendo a trabalhar mais por obrigação ou necessidade que por comprometimento.

Os colaboradores não têm autoconfiança ao lidar com desafios. Como consequência, a autoestima deles tende a cair drasticamente.

Esse tipo de atitude não contribui para a formação de equipes auto gerenciáveis. A principal responsabilidade do líder é a de incentivar e criar situações e condições para que seus colaboradores se autodesenvolvam continuamente.

No caso de auto desenvolvimento pessoal, um jeito bastante eficaz se dá por meio do coaching.

Como você dedica seu dia a dia para ganhar novos conhecimentos e habilidades? Como vc trata esse turbilhão de informações que chegam a cada momento em sua vida?

Precisamos lembrar que "um lider não é aquele que cria seguidores, mas sim o que cria novos lideres".

4. Foco – Por mais que tenha motivação para alcançar um objetivo, você precisa avaliar qual é a sua capacidade para planejar e alcança-lo.

A gente faz uma lista de prioridades ou isso não é importante para você? Gerenciamento do tempo, ter foco, hoje, é uma questão de sobrevivência. “Para progredir, ter sucesso e destaque, a pessoa precisa ter foco”.

Profissionais focados são aqueles que realmente conseguem planejar e acompanhar os seus objetivos.

Pesquisa aponta que 70% dos profissionais não fazem o planejamento do que precisam realizar durante o dia, o que acaba prejudicando os 30% que são focados e determinados.

Ou seja, pessoas desfocadas atrapalham a si e aos outros em caso de equipe. Foco é uma atitude com a qual todos dentro de um negócio devem se preocupar:

Aprenda a programar, deixe tempo para imprevistos, evite a procrastinação, faça uma lista de prioridades, tenha uma agenda para concentrar tarefas e anotações importantes.

Comece por onde é possível, se a situação está complicada. Controle o problema para que ele não aumente de tamanho.

Essa é a lógica de ter foco: fazer o que realmente vai agregar valor para a sua vida.

Qual é o seu objetivo profissional e pessoal? Como vc quer chegar lá? Ao atingi-lo como faz para mantê-lo e criar novos objetivos?


5. Inteligência emocional – A falta de equilíbrio emocional atrapalha. Ter calma não é ter sangue de barata. Ter calma é saber avaliar cada alternativa para solução de uma situação, principalmente quando somos provocados e estamos sob pressão.

O desequilíbrio emocional, pois, antes de qualquer ação, deve ser controlado. Devemos controlar a nossa raiva e nosso impulso. Nilda Brasil me falou que dentre as competências emocionais de uma pessoa, está a necessidade de que os profissionais entendam que os conflitos são quase inevitáveis no dia a dia e, por isso, é preciso saber como controlar suas próprias emoções para não se prejudicar depois. 

Ela também deu a dica que de para melhorar a inteligência emocional basta vivenciar experiências nas quais sentimentos como raiva, tristeza, medo e alegria estejam presentes. Afinal, esses são fatores que interferem no dia a dia de um profissional e com os quais ele deve saber lidar.

São quatro aptidões essenciais da inteligência emocional que devemos ficar atentos:

Autoconsciência – Competência que ajuda as pessoas a compreenderem os fatos que acontecem na sua vida.
Autocontrole – Característica que a pessoa deve ter para controlar suas próprias emoções.
Consciência social – Qualidade que o profissional tem em pensar não apenas em si, mas também no bem-estar do próximo.
Administração de relacionamentos – Considerado o resultado das três aptidões anteriores, determina a capacidade de se relacionar consigo e com os outros.

Como você consegue se controlar emocionalmente? Como? Qual é a sua reação quando alguém age de forma negativa diante de vc?

6. Disciplina - Representa o comprometimento pessoal em realizar determinada tarefa.

Precisamos estar comprometidos em realizar tanto as pequenas quanto as grandes tarefas do percurso até alcançar o objetivo.

A disciplina proporciona: menos estresse, menor custo para a realização da tarefa (já que vc faz o que foi planejado com antecedência seguindo todos os passos previstos), mais entendimento entre vc e seus pares e clientes.

E ajuda muito no resultado positivo por conta de mais competitividade, agilidade nos processos, satisfação no desenvolvimento de projetos, pontualidade e lucros.

 Se cada um de nós atuar cada vez mais com senso de responsabilidade no desenvolvimento do trabalho conseguimos desenvolver cada vez mais o comprometimento de cada um dentro do processo como um todo.
Você é comprometido com os prazos? Costuma honrar seus compromissos, sejam eles de que proporção forem?

7. Resiliência – Na física, o termo significa a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido tensão. Na vida profissional, podemos seguir o mesmo conceito, mas de forma emocional.

Na nossa vida profissional, quando nos deparamos com um obstáculo, que pode ter sido causado por situação de pressão, podemos, naturalmente, nos deparar com alguns sentimentos que apresentam facetas positivas e negativas: medo, tristeza ou raiva.

Ser resiliente é saber transformar os conflitos em aprendizado, ou seja, em algo de real valor. 

O profissional resiliente busca o aspecto positivo do medo, que é a precaução, isto é, o que precisa fazer para sair dessa situação e superar as pressões e adversidades. Fazer com medo é vencer adversidades. Ser corajoso não significa não ter medo. Ser corajoso significa fazer com medo. Faça, mesmo com medo, mas faça.

Como você se comporta nas adversidades? Como é que a ficha cai? Você pergunta sempre? Quantas vezes, no ambiente de trabalho a Lucila soltava a deixa de perguntar. Pergunte Zé e crie as suas respostas para resolver as questões do seu dia a dia.

8. Criatividade –a criatividade tem três ingredientes básicos:

Bom humor – É quando se está bem consigo e com os outros. Não é possível haver criatividade se a pessoa está mal-humorada.

Irreverência – É ter jogo de cintura, não levar nada nem ninguém demasiadamente a sério.
Pressão do problema – Sem um problema, não há criatividade. Quem consegue manter o bom humor mesmo sob a pressão do problema obtém sucesso e inovação.

A grande vantagem da criatividade é que, com ela teremos uma grande capacidade de resolver os problemas, principalmente quando em trabalho em equipe.

Criar para colocar em prática a nossa solução.

Vc sai à caça de alternativas viáveis para os problemas? Vc costuma perguntar para saber como irá responder?

9. Ética –Fazer o que é certo, respeitando a si e aos outros, é fundamental para a vida pessoal e profissional.

Ter paz.

Profissionais precisam assimilar e criar a consciência ética. Uma empresa ética com profissionais éticos terá, certamente, maior eficiência e melhor produtividade.

A ética faz a diferença nas relações de confiança entre os pares e clientes. 

Para ensinar a ter ética, a atitude “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, com certeza, tem de ser abolida até mesmo dos pensamentos.

O líder deve não apenas dar exemplo de boa conduta como também inibir comportamentos inadequados. 

Vc é integro pessoal e profissionalmente? As pessoas veem com bom olhos os seus atos?

10. PersistênciaA persistência é a capacidade de continuar com os esforços mesmo frente aos mais desanimadores desafios ou obstáculos.

A excelência pessoal depende de um comportamento persistente, pois nem sempre a conquista dos objetivos é fácil e o caminho é reto e sem obstáculos.

Até você vai para atingir seus objetivos? Como você ajuda as pessoas a buscarem sonhos? De onde vem essa força?

E então, acha que precisa e consegue melhorar suas atitudes e as das pessoas que estão à sua volta?

As atitudes devem ser desenvolvidas a cada momento, de acordo com as suas necessidades
Busque e se desenvolva profissionalmente através de atitudes.

Persista nesse caminho para o sucesso.

Tudo de bom, muita paz e saúde.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Alegações Finais - JECRIM - Art. 340 CP

Trata o referido Artigo do Código Penal

CP - Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940

Art. 340 - Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.

EXMO(A). SR(A). DR(A). JUIZ(A) DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA DE  - ES



PROCESSO nº
 



FULANO DE TAL, já qualificado nos autos do processo supra referenciado,  como incurso nos Art.340do Código Penal, por seu procurador dativo infra firmado, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, apresentar as suas ALEGAÇÕES FINAIS, expondo e Requerendo o que segue:

1) PRELIMINARMENTE

O processo deve ser declarado nulo porque prejudicial à defesa no que tange à CITAÇÃO e INTIMAÇÃO do denunciado, tendo em vista que o mesmo encontrava-se em regime de prisão provisória.

Para tal, basta verificar os movimentos referentes ao processo nº  que tramita 0ª Vara Criminal da Comarca de Vitória – ES.

Vê-se claramente que a audiência de instrução e julgamento apresentou vício que a tornou nulo pela falta formalidade ou solenidade que lhe é essencial, resultando em prejuízo para a para a defesa.

A comunicação processual, principalmente a citação, é uma das mais importantes garantias processuais e, visando a dar maior celeridade ao procedimento, a Lei nº 9.099 /95 determina que esta somente se dê na forma pessoal, não cabendo a sua realização por edital, podendo ser feita até mesmo no próprio recinto do Juizado, tendo em vista que é nesse ato que o réu toma conhecimento do processo crime existente contra si.

No caso em tela, conforme consta em certidão de fls , certamente o réu não poderia ser localizado em sua residência, tendo em vista o mesmo estar em regime de prisão provisória.

Desta forma, ao aplicar o instituto da revelia, o direito à ampla defesa e ao devido processo legal do réu, não sendo atendido o determinado no § 1º do Art. 399 – CPP, em que “o acusado preso será requisitado para comparecer ao interrogatório, devendo o poder público providenciar sua apresentação”.

2) DA INEXISTÊNCIA DE CONDUTA TÍPICA

A acusação é de todo improcedente, porque a instrução criminal não caracterizou a culpabilidade do réu, cuja acusação teve fulcro em declarações impertinentes, desvinculados da realidade dos autos, às quais não se pode dar credibilidade probatória, não comungando, portanto, do conjunto das circunstanciais do fato.

Atende-se que a única testemunha, não apresenta qualquer subsídio para a elucidação do fato, tanto na fase policial quanto em juízo, jamais identificou o réu como sendo o autor do delito, limitando-se a indicá-lo como possível causador do crime, tendo inclusive afirmado durante depoimento em audiência de instrução e julgamento:

a)   “Que não é praxe, não havendo orientação, de pegar o documento de identificação da pessoa”, ou seja, no momento da elaboração do termo circunstanciado, o mesmo não garante de que o réu fora devidamente identificado por ele.

b)   “Que nunca antes havia ouvido falar a respeito do ora denunciado”, posto que, na época do suposto fato o acusado não havia cometido nenhum tipo de infração penal sendo, portanto, primário.
 
c)    “Que embora não tenha tomado conhecimento sobre falsidade nas declarações do acusado, o depoente achou o fato atípico no que tange aos casos envolvendo roubo de veículo, não sendo o modo de se operar dos bandidos em casos como tais”, ou seja, o depoente não tinha conhecimento sobre as declarações do acusado.

Vê-se que, em nenhum momento o depoente confirma a identidade do acusado e a veracidade dos fatos, cujas declarações são meras suposições ou “achismos”.

DO PEDIDO

Destarte, diante da nulidade arguida e da inconsistência do depoimento da testemunha, torna-se o mérito plenamente favorável ao réu.

Espera-se que se julgue improcedente a denúncia e, em ato de verdadeira justiça, que o réu seja absolvido.

Vitória,  de setembro de 2015.

Nome do Advogado/Assinatura
nº OAB
 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Alguém escreveu isso, eu achei muito legal e estou compartilhando. Não fui eu que escrevi, ok?

Abre aspas.


Com a intenção de sermos aceitos, criamos o que chamamos de máscaras, que são defesas que nosso inconsciente cria com o intuito de evitar a dor dos sentimentos que nos fazem sentir. O raciocínio do inconsciente seria o seguinte: “Se como eu sou não sou aceito, é por que não faço nada certo, então serei diferente para poder ser aceito e amado”.
Nem sei mais o que é bom para mim. Realmente não sei qual é minha vontade. Quem sou eu?
Não importa o que esperam de nós: casar, não casar, com quem casar, ter filhos, não tê-los, ter sucesso profissional, estamos sempre dispostos a agradar e corresponder aquilo que esperam de nós, pois foi assim que aprendemos desde muito pequenos: a obedecer!
E quando começamos a pensar com nossa própria cabeça e questionar se o caminho que estamos trilhando é mesmo aquele que queremos, o conflito se torna inevitável.
As perguntas “quem sou eu?, o que eu quero?, estou feliz?” insistem em martelar em nossa cabeça e uma vez iniciado o questionamento é como se ele tivesse vida própria, não para mais.
Como encontrar tais respostas? Como nos libertar da busca de reconhecimento, aprovação, da necessidade de agradar, deixar de ser tão suscetível a críticas? Não é fácil libertar-se de tantas correntes que nos aprisionam. Sim, ficamos presos a essas necessidades que mal conseguimos viver, como se estivéssemos verdadeiramente acorrentados. Para evitar esse conflito, durante algum tempo até conseguimos nos distrair com outros interesses, seja trabalhando em excesso para não sobrar tempo para pensar; seja cuidando da vida dos outros, ajudando, aceitando ou criticando-os; seja adoecendo como forma de chamar atenção; seja nos sobrecarregando com infinitas atividades.
Enfim, tudo isso pode inicialmente nos beneficiar à medida que proporciona a oportunidade de nos esconder de nós mesmos.
Sofremos muito com as perdas durante a vida, mas não percebemos o quanto perdemos de nós mesmos cada vez que olhamos para o lado, para não olhar para dentro de nós.
Você já reparou que quando estamos frente a uma multidão, conseguimos ver a todos, mas não vemos a nós mesmos? Percebe a diferença?
Sempre estamos vendo os outros, o que interfere de forma profunda e simbólica quando precisamos ter o conhecimento de nossos próprios sentimentos. Sempre é mais fácil olhar o outro, perceber qual o melhor caminho para ele, do que olhar para dentro de nós e definir o próprio caminho.
Para conseguir as respostas das perguntas acima é preciso saber o que nos afastou de nós mesmos.
Tudo começa de maneira muito sutil quando ainda somos muito pequeninos. Quando nascemos somos genuínos, iluminados, mas com o transcorrer do tempo começamos a nos apagar... ou somos apagados diante das cobranças, superproteção, vergonha, humilhação, rejeição, abandono, regras, etc, e inconscientemente, vamos nos distanciando de quem somos em essência, de nosso “verdadeiro eu”.
Com a intenção de sermos aceitos, criamos o que chamamos de máscaras, que são defesas que nosso inconsciente cria com o intuito de evitar a dor dos sentimentos que nos fazem sentir.
O raciocínio do inconsciente seria o seguinte: “Se como eu sou não sou aceito, é por que não faço nada certo, então serei diferente para poder ser aceito e amado”.
Crescemos acreditando que não somos suficientemente bons para sermos amados pelo que somos, assim procuramos desesperadamente criar uma imagem de como deveríamos ser.
Começamos a criar um falso eu como proteção e reprimimos cada vez mais nosso eu verdadeiro.
Isso vai se cristalizando aos poucos, até que quando começamos a nos sentir insatisfeitos, infelizes, em conflito, ou quando algo acontece como uma perda significativa pela separação, morte, doença, e nos faz refletir como está nossa vida, é que começamos a questionar o que está acontecendo.
E parece que quanto mais pensamos mais perdidos nos sentimos, é como se não soubéssemos mais quem somos, como o desabafo do início deste artigo.
Muitos se desesperam, ficam deprimidos, pois não conseguem identificar o que está acontecendo.
A distância de si mesmo é tão profunda que não conseguimos mais ouvir nossa própria voz, nossos desejos e sonhos, é como se tudo tivesse se perdido. Mas na verdade tudo ainda está dentro de nós, só precisamos saber como encontrar a parte perdida.
Para alcançar o verdadeiro eu é preciso identificar quais são suas máscaras.
Você sabe? Não é um processo simples, afinal foram tantos anos acreditando ser de um jeito, como agora alguém lhe diz que essa pessoa não é você?
É preciso fazer o caminho de volta, buscar o seu eu verdadeiro, sua essência. Em que momento da vida você se perdeu de si mesmo? Muitas vezes nem lembramos.
Você pode começar identificando aquilo que neste momento está te incomodando, atrapalhando ou te trazendo conflitos. As máscaras que desenvolvemos podem ser muitas.
Por exemplo, a superioridade, arrogância, o poder, orgulho, a necessidade de agradar, o ser bonzinho em excesso, alegre em excesso, rindo de tudo e de todos, podem ser máscaras que ocultam profundos sentimentos de danos emocionais e consequente falta de valor a si mesmo, mas que um dia foram criadas para te proteger da dor.
Geralmente aquilo que nos traz conflitos são nossas necessidades não supridas desde muito pequenos e que só agora começamos a ter consciência.
Não recebe a atenção como gostaria? Será que essa atenção que espera já não vem lá de criança? Por mais que o outro lhe dê atenção dificilmente conseguirá suprir a necessidade somada por anos.
O que isso tem haver com máscara? Provavelmente quando criança já sentia a necessidade de atenção, mas como forma de se defender. Ou seja, para obter a atenção não recebida, passou a fazer de tudo pelo outro, agradando sempre e incondicionalmente, com o pensamento inconsciente de ser valorizado e assim receber atenção tão desejada.
Cresceu dentro desse padrão e no casamento deve ter agido da mesma maneira, sempre agradando, se sobrecarregando, mas com o passar dos anos a necessidade vai sendo potencializada, até chegar num ponto que seu corpo e/ou sua mente não aguentam mais, mas ao mesmo tempo não consegue identificar todo esse processo, pois não há esse conhecimento e o conflito se instala.
Quando isso acontece é hora de parar tudo e refletir o que está acontecendo, quando tudo começou, e em geral, começa lá no passado, na forma como fomos cuidados, educados, reprimidos, exigidos, cobrados.
Quando começamos a nos moldar ao que esperavam de nós e assim começa o processo de distância de quem somos.
O caminho de volta é longo, mas valioso.
Fecha aspas.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O Fonseca tem razão: “aprendendo em equipe, aprende-se mais”. (escrito em julho de 2009)

O Fonseca tem razão: “aprendendo em equipe, aprende-se mais”.
A aquisição de novos conhecimentos e competências torna-se mais importante à medida que a concorrência se acelera.
É cada vez mais claro que a criação de conhecimento e competências é uma prioridade administrativa. Esses recursos influenciarão o nosso futuro através das inovações, de novos produtos e da abertura de novos mercados. Portanto, tentaremos analisar inicialmente, como essa cooperação pode se tornar um meio para gerar e gerenciar conhecimentos e competências no negócio CSC Shoppings.
Como primeiro ponto de atenção temos que, não só apenas os ciclos de vida dos produtos e serviços estão em constante aceleração nos setores mais diversos – como multimídia, biotecnologia, equipamentos esportivos e moda -, mas o mesmo está ocorrendo com a vida útil das competências nas quais tudo o que foi citado se baseia. Entendo que esse é um dos nossos cenários. Ou seja, os sucessivos aperfeiçoamentos, tanto nos produtos como nos processos força as empresas a buscar novas abordagens científicas, novas habilidades e know-how, e novas competências.
Alguns avanços nesse sentido já estamos experimentando através do CSC (Centro de Serviços Compartilhados), faltando agora com o dia a dia dos Shoppings. Agora, o grande desafio está em proporcionar ao negócio “shopping Center”, sem quebrar as autonomia das ações, através entre as operações a geração de atitudes onde prevaleçam flexibilidade e inovação.
Cooperação, em geral, e parceria em particular, proporcionam à organização oportunidades de melhorar seus pontos fortes e desenvolver novas competências através do apoio de seus parceiros. Esta, digamos, pesquisa cooperativa, tornará uma espécie de porta de acesso à competências diversas, para nós e para nossos  parceiros.
Pelo que pesquisei nas literaturas de administração de empresas, as grandes oportunidades proporcionadas por este tipo de cooperação, alinham-se de acordo com diversas dimensões, dentre as quais estão o efeito de alavancagem, compartilhamento de custos, redução de riscos financeiros, aprendizado e aquisição de know-how.
De forma a facilitar a compreensão dessa cooperação, temos:
Oportunidades
Riscos
Relacionamentos entre fornecedor e cliente com a perspectiva de compartilhar os desenvolvimentos futuros
Discordância quanto aos objetivos da cooperação
Efeito de alavancagem
Proximidade excessiva entre parceiros
Divisão de custos e riscos
Diferenças nos modos de trabalho
Aprendizagem e criação de novas competências
Equipe,  apesar das grandes diferenças entre as pessoas.
As oportunidades e os riscos associados à cooperação possuem dois pontos motivadores que são a divisão de custos e compartilhamento de informações de conhecimentos.
O compartilhamento de custos evita a duplicação de atividades e pode até resultar em economia de escala. Já o compartilhamento de conhecimentos e informações permite o acesso a conhecimentos comprovados (pelos dois shoppings envolvidos no processo) e que podem ser novidade para um dos parceiros.
Finalizando, certamente teremos, nesta cooperativa, objetivos e motivações:
Principais Objetivos
Principais Motivações
Evitar duplicidade de pesquisa
Custo e equipe
Dividir os custos e alcançar economia de escala
Custo e equipe
Atualizar o domínio das “tecnologias de ponta” do negócio
Conhecimento e equipe
Ganhar acesso a conhecimentos complementares
Conhecimento e equipe
Ganhar acesso a uma nova “tecnologia”
Custo e conhecimento
Trabalho em equipe
Trabalho em Equipe

Até agora, essas atividades foram consideradas estratégicas, mas desenvolvidas isoladamente, pois não conseguimos evoluir em nossos projetos estratégicos. Entretanto, cada vez mais, os desenvolvimento de mercados (São Luiz, Guarulhos, Mestre Álvaro, e espero que etc), fazem com que essa cooperação seja essencial para a aquisição de novos conhecimentos e para satisfazer as necessidades do negócio shopping center.
Desta forma, isso depende da criação de processos inovadores, entre eles uma atitude mais positiva em relação às contribuições vindas de todos os lados e uma mudança de atitude em relação à nossa distância.
De todos os pontos que foram listados, relaciono alguns fatores que são fundamentais neste processo:
1)      A nossa administração deve estimular as especializações internas para avaliar o nosso potencial e conhecimento.
2)      Uma vez que a relação de cooperação é estabelecida para criar um conjunto de competências, a constante participação neste processo que cada gestor traz é crítica.
3)      O desafio mais importante é determinar onde reside o conhecimento e como reduziremos a nossa distância.
4)      A criação de um comportamento empresarial desejado para o gerenciamento do conhecimento interno envolve a participação dos gestores, com atenção aos nossos valores e normas.

A cooperação entre os dois Shoppings, no nosso caso o Tijuca e o Praia da Costa, em atividades comuns pode ser um bom modo de alcançar este objetivo. Naquela oportunidade, quando rolou este artigo, analisei as oportunidades e obstáculos que podem ser encontrados nessa nossa empreitada, minha e do Antônio César, com a cooperação do Fonseca e do Henrique Denadai, patroneado pela Lucila.
É possível mudar nossas vidas e a atitude daqueles que nos cercam simplesmente mudando a nós mesmos. Ou seja, o Fonseca tem razão!! Ele conseguiu nos mostrar que, antes que eu queira mudar a minha equipe, eu preciso mudar a mim mesmo.  Nós aprendemos a Fonsequear.

(escrito em julho de 2009)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Barcas já!

Qual o motivo para não se implantar barcas como transporte coletivo na Grande Vitória? Pesquisa do Instituto Econômica de Pesquisa Aplicada, o IPEA, aponta que, nas últimas três décadas, dentre os percursos nas cidades, o uso do transporte público caiu de 68 para 51% das viagens. Resultado ou consequência está na utilização do carro e da motocicleta dentro das cidades. O transporte coletivo é responsabilidade dos municípios e o que se fala (alguns prefeitos) é a adoção de um projeto nacional. Como falar em projeto nacional para tratar de mobilidade urbana, se com dois eventos gigantes os momentos não foram aproveitados? Certamente, quem tratou do assunto não fica no sufoco dentro de um ônibus lotado no seu dia a dia. Provavelmente, são os mesmos que direta ou indiretamente ajustam o auxílio moradia para juízes pois não sabem o que é morar e viver em barracos. A falta de cuidado com o usuário vai além da falta de ônibus e do cumprimento dos horários. A falta de informação também prejudica a mobilidade, pois nos pontos, não são indicadas as linhas que passam por ali e suas possíveis baldeações, e dentro do ônibus nenhum dispositivo informa a próxima parada. Recursos não faltam ao contrário do que muitos prefeitos falam por aí. O que falta mesmo é cobrança de produtividade por parte das empresas que prestam esse tipo de serviço à população pois de nada adianta aumentar subsídio e não fiscalizar os resultados que se desejam alcançar. Ontem, hoje e amanhã sentirei na pele esse caos que é o transporte coletivo na Grande Vitória, e a pergunta que fica é qual o motivo de não se implantar barcas no transporte coletivo na Grande Vitória?